O evento gerou polêmica nas redes sociais já que em setembro de 2023 a cidade decretou situação de emergência em decorrência da seca. Quase 2 meses após o decreto, o contrato com o sertanejo foi firmado, em 31 de outubro, informou a Folha de S.Paulo.
O decreto de emergência tem a duração de 180 dias. Nele, a prefeitura declarou que a estiagem gerou graves prejuízos às atividades produtivas do município, como a agricultura e a pecuária, além de danos ambientais e à saúde da população.
A prefeitura justificou o gasto com o show com base no retorno financeiro que o evento trará ao município de 30 mil habitantes. “A festa traz gente de 20 cidades vizinhas, atrai de 30 a 40 mil pessoas. Tudo isso gera riqueza para o município, movimenta restaurantes e atrai ambulantes”, disse o prefeito Enilson Marcelo (PC do B) ao jornal.
Marcelo também reafirmou que a o município está com as contas em dia, não atrasa salários de servidores e possui o programa Gestão 10, que entrega uma obra a cada 10 dias, com 90% dos recursos de investimento próprio do município. Além disso, a expectativa é que a festa promova a circulação de R$10 milhões na economia local, o que não traria nenhum tipo de ônus para outras atividades essenciais de saúde e educação, por exemplo.